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Preços e comparações

Radar M&A — 8 out 2026

M&A BR 1S US$30,6bi (UBS BB); Cade aprova American×Azul com ACC; Prudential BR/MX ~US$3bi; GPA RE homologada; Pereira×Carrefour 21 lojas; dívida chips IA (WSJ).

O M&A brasileiro cresceu 17,3% no 1º semestre e a infraestrutura deve puxar a fila, enquanto o Cade destrava o aporte da American na Azul e a Prudential põe Brasil e México à venda. Nos EUA, big techs recorrem ao crédito privado para financiar chips de IA.

  • M&A no Brasil (1S, UBS BB) — infraestrutura / energia; volume de operações com empresas brasileiras subiu 17,3% no primeiro semestre, para US$ 30,6 bilhões (levantamento do UBS BB citado pelo Valor); estimativa de mercado é que infraestrutura e energia respondam por cerca de 60% do volume, com venda de participações ganhando espaço após o ciclo de leilões. Por que importa: sinaliza onde deve se concentrar a oferta de ativos no 2S, em portos, rodovias, aeroportos e ferrovias. (Valor, 08/10)
  • American Airlines × Azul — aviação; Tribunal do Cade aprovou por unanimidade em 07/10 a participação de cerca de 8%, mediante Acordo em Controle de Concentrações (ACC), após recurso da Abra (Gol/Avianca); aporte de US$ 100 milhões no contexto do Chapter 11 da Azul; American terá 1 dos 7 assentos no conselho. Por que importa: precedente do Cade sobre participação minoritária entre concorrentes em rotas Brasil–EUA e mais uma peça da reestruturação da Azul. (Valor, 07/10 · InfoMoney/Estadão)
  • Prudential (Brasil e México) — seguros de vida; operações à venda com preço-alvo de cerca de US$ 3 bilhões, Brasil perto de 90% do pacote; CNP e MetLife citadas como interessadas; processo conduzido pelo Morgan Stanley, segundo fontes. Status: em andamento, sem acordo anunciado. Por que importa: pode ser uma das maiores transações de seguros do ano no país e reforça a consolidação do setor. (Valor, 07/10 · Bloomberg Línea)
  • GPA (Pão de Açúcar) — varejo alimentar; recuperação extrajudicial homologada pela Justiça de São Paulo em 07/10; plano reestrutura R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários, com adesão de 57,49% dos créditos; prevê captação de até R$ 200 milhões em novos recursos e emissão de debêntures. Por que importa: abre caminho para a nova captação e redefine a estrutura de capital de um dos maiores varejistas do país. (Valor, 07/10 · G1, 07/10)
  • Grupo Pereira (SDB) × Carrefour Brasil — supermercados, farmácias e postos em SP e DF; dono de Comper e Fort Atacadista compra 21 lojas; valor não divulgado. Status: Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições (DOU de 07/10); vira definitiva se não houver recurso em 15 dias. Por que importa: otimização de portfólio do Carrefour e consolidação regional do varejo alimentar. (Valor, 07/10)
  • Broadcom, Oracle e SpaceX (EUA) — semicondutores / infraestrutura de IA; Broadcom estrutura mais de US$ 50 bilhões para o chip customizado com a OpenAI (Apollo e Blackstone entre os credores em conversa); Oracle negocia financiar um data center de 1 GW via veículo fora do balanço (Apollo e Goldman Sachs); SpaceX busca US$ 40 bilhões (US$ 10 bi em empréstimos bancários e US$ 30 bi em bonds grau de investimento), pacote liderado pela Apollo. Status: conversas em estágio inicial, segundo o WSJ; tamanhos podem mudar. Por que importa: crédito privado vira peça central no financiamento da corrida de IA. (WSJ)

No mapa de M&A, captação e IPO, infraestrutura e seguros concentram as maiores transações em andamento no Brasil, e o crédito privado ganha peso no financiamento de IA nos EUA. Sem recomendação de investimento.

Perguntas frequentes

Quanto movimentou o M&A no Brasil no 1º semestre?

Segundo levantamento do UBS BB citado pelo Valor, o volume de operações com empresas brasileiras subiu 17,3% no primeiro semestre, para US$ 30,6 bilhões. A estimativa de mercado é que infraestrutura e energia respondam por cerca de 60% do volume, com a venda de participações ganhando espaço após o ciclo de leilões.

O que o Cade decidiu sobre American Airlines e Azul?

O Tribunal do Cade aprovou por unanimidade em 07/10, mediante Acordo em Controle de Concentrações (ACC), a participação de cerca de 8% da American Airlines na Azul, após recurso da Abra (Gol/Avianca). Aporte de US$ 100 milhões no contexto do Chapter 11 da Azul; a American terá 1 dos 7 assentos no conselho.

Quanto a Prudential pede pelas operações de Brasil e México?

Preço-alvo de cerca de US$ 3 bilhões, com o Brasil representando perto de 90% do pacote; processo conduzido pelo Morgan Stanley, segundo fontes. CNP e MetLife são citadas como interessadas. Em andamento, sem acordo anunciado.

O que prevê a recuperação extrajudicial homologada do GPA?

Plano reestrutura R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários, com adesão de credores representando 57,49% dos créditos; prevê captação de até R$ 200 milhões em novos recursos e emissão de debêntures. Homologado pela Justiça de São Paulo em 07/10.

O que o Cade aprovou na compra de lojas do Carrefour pelo Grupo Pereira?

A Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições (DOU de 07/10) a compra de 21 lojas do Grupo Carrefour Brasil (supermercados, farmácias e postos em SP e DF) pela SDB Comércio de Alimentos (Grupo Pereira, dono de Comper e Fort Atacadista). Valor não divulgado; vira definitiva se não houver recurso em 15 dias.

Que dívidas Broadcom, Oracle e SpaceX buscam para IA?

Segundo o WSJ, Broadcom estrutura mais de US$ 50 bilhões para o chip customizado com a OpenAI (Apollo e Blackstone entre os credores em conversa); Oracle negocia financiar um data center de 1 GW via veículo fora do balanço (Apollo e Goldman Sachs); SpaceX busca US$ 40 bilhões (US$ 10 bi em empréstimos bancários e US$ 30 bi em bonds grau de investimento), pacote liderado pela Apollo. Conversas em estágio inicial; tamanhos podem mudar.

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