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Preços e comparações

Data room no Google Drive ou SharePoint: quando serve

Drive e SharePoint têm validade de acesso, bloqueio de download e log de auditoria. O que falta numa due diligence de M&A ou captação, e como montar o Drive.

O Google Drive e o SharePoint servem como data room numa rodada pequena: três ou quatro investidores que você conhece, documentos que não causam dano se circularem. Numa due diligence de M&A ou numa captação com várias contrapartes ao mesmo tempo, os dois têm mais controle do que se costuma dizer, mas cada controle vive num lugar diferente, depende de plano e de administrador, e alguns não cobrem PDF, que é o formato de quase todo data room.

Este texto mostra o que cada um oferece segundo a documentação oficial, o que falta para uma diligência e como montar o Drive com o menor risco possível, se a decisão for ficar nele.

Numa rodada pequena, o Drive resolve

Se a operação tem poucos investidores, todos conhecidos, e o material é deck, modelo financeiro e um resumo societário, o Drive atende. O custo é o do plano que a empresa já paga, e a contraparte não precisa aprender outra ferramenta. O mesmo vale para o SharePoint em empresa que já usa Microsoft 365.

O cenário muda quando entram três coisas: mais de um comprador ou investidor disputando a mesma informação, documentos sensíveis (contratos com cliente, folha, cap table, contingências) e a necessidade de provar depois quem teve acesso a quê.

Drive e SharePoint têm validade, bloqueio de download e log

O que os dois oferecem, conferido na documentação do Google e da Microsoft em 07/10/2026:

RecursoGoogle DriveSharePoint e OneDrive
Validade do acessoPor pessoa, até um ano. Só Business Standard ou superior, Enterprise e EducationLink "Anyone" com validade obrigatória definida pelo administrador; validade automática para convidados
Bloqueio de downloadDesmarcar download, cópia e impressão para leitoresOpção Block download no link somente leitura; bloqueio por site exige SharePoint Advanced Management
Permissão por pasta e por grupoSimSim
RevogaçãoSim, remove a pessoa ou o linkSim
Marca d'água com o nome de quem abreNão nativo; o Docs tem marca d'água fixa, igual para todosMarca d'água dinâmica do Purview, em Word, Excel e PowerPoint com rótulo que criptografa
Quem viu o quêPainel de atividade só para Docs, Planilhas e Apresentações; log do Admin ConsoleLog de auditoria do Purview, 180 dias no Audit Standard

Plano Starter do Google Workspace custa R$ 40,90 por usuário por mês; o Standard, onde a validade de acesso começa, custa R$ 81,80. A marca d'água dinâmica da Microsoft depende de rótulos de confidencialidade com criptografia, recurso do Microsoft Purview que o Microsoft 365 Business Premium inclui.

O que falta numa diligência de M&A ou captação

O problema está em como os recursos se combinam, e em três lacunas que pesam numa diligência.

Marca d'água por visitante em PDF. No Drive, a marca d'água do Google Docs é fixa e se repete em todas as páginas, igual para todo leitor. Para ter o nome da contraparte no documento, é preciso exportar uma cópia em PDF por contraparte. No SharePoint, a marca d'água dinâmica mostra o e-mail de quem abre, mas vale para Word, Excel e PowerPoint com rótulo de criptografia, e quem abre precisa de uma versão do Office compatível ou do Office na web; senão, o arquivo não abre.

Trilha de quem viu o quê. O painel de atividade do Drive cobre só arquivos Docs, Planilhas e Apresentações, exige acesso de edição para ser consultado, e o próprio Google escreve que ele não serve para auditoria nem fins legais. O log de eventos do Drive registra visualização e download de usuário externo, mas mostra como anônimo quem entrou por link aberto, e só o administrador consulta. Na Microsoft, a documentação diz que, no link "qualquer pessoa com o link", não é possível rastrear quem acessou. Com convidado nomeado, o log do Purview registra, com retenção de 180 dias no plano padrão.

Q&A com registro. Nenhum dos dois traz um fluxo de perguntas e respostas de diligência, com pergunta, responsável, documento de referência e resposta aprovada. Isso acaba em e-mail ou planilha, e a resposta dada a um comprador fica difícil de reproduzir para o outro.

Há ainda o limite que o Google declara na própria ajuda: o bloqueio de download e impressão não impede que o conteúdo seja compartilhado por outros meios. Isso vale para qualquer data room; a marca d'água com o nome é o que torna a cópia rastreável.

Como montar o Drive com o menor risco

Se a decisão for usar o Drive, este é o roteiro mais seguro que os recursos permitem.

  1. Use uma conta Workspace Business Standard ou superior. Sem ela, não há validade de acesso. Conta pessoal do Google não serve.
  2. Crie uma pasta raiz com estrutura numerada. Uma pasta por área (societário, financeiro, fiscal, trabalhista, contratos). O modelo de estrutura de pastas e o checklist de due diligence para captação servem de ponto de partida.
  3. Compartilhe por pessoa ou por grupo, nunca por link aberto. No log do Drive, quem entra por "qualquer pessoa com o link" aparece como anônimo. Um grupo por contraparte facilita revogar tudo de uma vez.
  4. Dê acesso de leitor e desmarque download, cópia e impressão. Converta planilhas e textos em PDF antes de subir.
  5. Coloque data de validade em cada pessoa. O Drive aceita até um ano; use o prazo da exclusividade ou da rodada.
  6. Para documento sensível, gere uma cópia com marca d'água por contraparte. No Docs, Inserir, Elementos da página, Marca d'água, com o nome da contraparte; depois exporte em PDF e suba na pasta dela.
  7. Peça ao administrador o log de eventos do Drive toda semana. É a única fonte de visualização de PDF por usuário externo.
  8. Registre o Q&A numa planilha separada, com data, pergunta, documento citado, resposta e quem aprovou.
  9. No encerramento, remova os acessos e confira no log que ninguém abriu depois.

São nove passos que dependem de disciplina manual e de um administrador disponível. Funciona com três contrapartes; com dez, a chance de um compartilhamento errado cresce a cada convite.

Quando o data room de M&A compensa

O data room dedicado resolve as lacunas acima no mesmo lugar. No agfroom, a página de segurança lista o que está ativo: marca d'água por visitante gravada no PDF no servidor, bloqueio de download, permissão por pasta e por visitante, link com validade, verificação por e-mail, trilha de acesso página a página e despublicação imediata. A sala também tem grupos de investidores com permissão por pasta, revogação de convite e Q&A com resposta que cita a página do documento.

O preço é publicado: R$ 199 por mês por sala, com um usuário incluído, R$ 99 por mês por usuário extra e investidor convidado sem custo. A comparação completa com os outros fornecedores está em quanto custa um data room virtual. Há 7 dias de teste sem cartão, o bastante para subir a estrutura e convidar uma contraparte de teste.

Perguntas frequentes

Google Drive serve como data room para due diligence?

Serve para uma rodada pequena, com poucos investidores conhecidos e documentos sem sensibilidade. Numa diligência de M&A ou numa captação com várias contrapartes, faltam marca d'água com o nome de quem abre o PDF, trilha de leitura por visitante que cubra PDF e um registro de perguntas e respostas. Os recursos de controle que o Drive tem dependem do plano Business Standard ou superior.

O Google Drive permite colocar validade no acesso?

Sim, por pessoa, com data até um ano à frente. O recurso existe nos planos Business Standard, Business Plus, Enterprise e Education. Não existe no Business Starter nem em conta pessoal do Google.

Dá para bloquear o download no Drive e no SharePoint?

Sim. No Drive, o dono desmarca download, cópia e impressão para leitores e comentaristas. No SharePoint e no OneDrive, o link somente leitura tem a opção Block download, e o administrador pode bloquear download no site inteiro. O próprio Google avisa que isso não impede que o conteúdo seja compartilhado por outros meios, como foto de tela.

O SharePoint coloca marca d'água com o nome de quem abriu o arquivo?

Coloca, com a marca d'água dinâmica do Microsoft Purview: o e-mail de quem abre aparece em cada página. Funciona em arquivos do Word, Excel e PowerPoint com rótulo de confidencialidade que aplica criptografia, e quem abre precisa de uma versão do Office que suporte o recurso ou do Office na web.

Como saber quem viu cada documento no Drive?

O painel de atividade mostra visualizações só de arquivos Docs, Planilhas e Apresentações, e o Google diz que ele não serve para auditoria. Para PDF, o caminho é o log de eventos do Drive no Admin Console, que registra a visualização de usuário externo, mas o mostra como anônimo quando o acesso veio por link aberto.

Quando vale trocar o Drive por um data room de M&A?

Quando há mais de um comprador ou investidor ao mesmo tempo, quando os documentos incluem contrato, folha ou cap table, ou quando a contraparte pede trilha de leitura por pessoa e Q&A formal. O agfroom custa R$ 199 por mês por sala, com 7 dias de teste sem cartão.

Pronto para abrir a sala?

Sala Empresa por R$ 199 por mês, 7 dias de teste sem cartão. Investidor convidado nunca paga.